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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Qualidades da Prece

prece, oração, rezar, jesus, kardec, espiritismo


O ano de 2012 está começando e passado o final de 2011 muita gente ainda faz planos para o ano que se inicia e dentro dos planos inúmeras preces são feitas a Deus para ajudar na realização desses sonhos, mas como podemos medir a qualidade de nossas preces? Estamos pedindo algo útil ou fútil?

Kardec em "O Evangelho Segundo o Espiritismo" dedicou um capítulo inteiro sobre a prece e iniciou este exatamente por um texto chamado "Qualidades da Prece" onde através dos ensinamentos de Jesus Kardec nos mostra quais as principais qualidades da prece.

Jesus nos deixou inúmeros ensinamentos quanto a prece entre eles podemos destacar:

Quando orardes, não vos assemelheis aos hipócritas, que, afetadamente, oram de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas para serem vistos pelos homens. – Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. – Quando quiserdes orar, entrai para o vosso quarto e, fechada a porta, orai a vosso Pai em secreto; e vosso Pai, que vê o que se passa em secreto, vos dará a recompensa. Não cuideis de pedir muito nas vossas preces, como fazem os pagãos, os quais imaginam que pela multiplicidade das palavras é que serão atendidos. Não vós torneis semelhantes a eles, porque vosso Pai sabe do que é que tendes necessidade, antes que lho peçais. (MATEUS, 6:5 a 8.)
Quando vos aprestardes para orar, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, a fim de que vosso Pai, que está nos céus, também vos perdoe os vossos pecados. – Se não perdoardes, vosso Pai, que está nos ceús, também não vos perdoará os pecados. (MARCOS, 11:25 e 26.)
Também disse esta parábola a alguns que punham a sua confiança em si mesmos, como sendo justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu, publicano o outro. – O fariseu, conservando- se de pé, orava assim, consigo mesmo: Meu Deus, rendo-vos graças por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem mesmo como esse publicano. Jejuo duas vezes na semana; dou o dízimo de tudo o que possuo.
O publicano, ao contrário, conservando-se afastado, não ousava, sequer, erguer os olhos ao céu; mas, batia no peito, dizendo: Meu Deus, tem piedade de mim, que sou um pecador. Declaro-vos que este voltou para a sua casa, justificado, e o outro não; porquanto, aquele que se eleva será rebaixado e aquele que se humilha será elevado. (LUCAS, 18:9 a 14.)
Com base nestes ensinamentos Kardec destaca que a prece deve ter as seguintes qualidades:
  • Não se por em evidência ao orar, mas fazer a prece em segredo. Esse ensinamento corrobora com aquele que manda a mão esquerda não saber o que dá a direita;
  • Não achar que por orar muito a prece terá mais efeito, o efeito está na sinceridade do pensamento e não na quantidade ou beleza das palavras;
  • Antes da oração se tiver algo contra alguém perdoe primeiro, pois a prece é mais forte quando parte de um coração puro;
  • Orar com humildade não apenas em relação a Deus mais também ao próximo.
Assim nos ensinou Jesus e nos explicou Kardec, e nós estamos orando direito? Fica a reflexão para o início do ano.

sábado, 29 de outubro de 2011

Reencarnacao - Mais que Crença, uma Lei Biológica

reencarnação, doutrina espírita, espiritismo, lei biológica


Recomendo aos companheiros que assistam os dois vídeos com o Dr. Décio Iandoli Jr. falando sobre a reencarnação como uma lei biológica, uma abordagem muito importante, pois tira a reeancarnação de uma visão mística para tratá-la como hipótese científica séria. Vale a pena conferir os esclarecimentos desse brilhante médico e trabalhador da seara espírita.



Vídeo 1


Vídeo 2


*Dr. Décio Iandoli Júnior é médico cirurgião, doutor em medicina pela UNIFESP-EPM, professor titular de Fisiologia dos cursos de Biologia, Fisioterapia e Farmácia da UNISANTA em Santos, S.P., professor responsável pela disciplina de Saúde e Espiritualidade do curso de Gerontologia desta mesma universidade, atual vice-presidente da Associação Médico-Espírita de Santos e colaborador do Centro Espírita Dr. Luiz Monteiro de Barros em Santos, S.P. Autor dos livros “Fisiologia Transdimensional”, “Ser Médico e Ser Humano” e “A Reencarnação como Lei Biológica” editados pela FE editora jornalística.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O Momento da Morte e o Desencarne


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Muito comum, mesmo entre os espíritas, que se faça confusão entre os termos morte e desencarne, porém os termos possuem sentidos diferentes e a compreensão deles nos ajudará a esclarecer um assunto muito importante: o que acontece com o Espírito no momento da morte do corpo? Ela é dolorosa? É igual para todos? É a todas essas perguntas que tentaremos esclarecer neste artigo.

Para ajudar a esclarecer esse assunto tão fascinante é preciso, antes de tudo, conhecermos o significado dos termos morte e desencarne para o Espiritismo.

  • A morte é o fim da vida do corpo físico, ocorre quando o corpo, natural ou forçadamente, não tem mais condições de se manter vivo.
  • O desencarne é o processo de desligamento do Espírito, e seu corpo espiritual ou perispírito, do corpo físico.


Ao reencarnar o Espírito se une ao corpo físico através de seu perispírito molécula a molécula, no desencarne esse processo é invertido e o Espírito se desligará do corpo também molécula a molécula. A esse respeito Kardec escreveu que “o fluido perispiritual só pouco a pouco se desprende de todos os órgãos, de sorte que a separação só é completa e absoluta quando não mais reste um átomo do perispírito ligado a uma molécula do corpo”1. É importante ressaltar o fato de que morte e desencarne acontecem, normalmente, em momentos distintos e é isso que veremos agora com mais detalhes.

Kardec generaliza os diferentes “tipos” de desencarne quanto ao momento em que se dão e conseqüentemente quanto à facilidade ou dificuldade do processo. Os exemplos devem ser entendidos como casos extremos e, portanto, existem muitas variações entre um tipo e outro. Essa generalização foi feita em quatro grandes grupos que são:

  • “Se no momento em que se extingue a vida orgânica o desprendimento do perispírito fosse completo, a alma nada sentiria absolutamente.

  • Se nesse momento a coesão dos dois elementos (os dois corpos espiritual e carnal) estiver no auge de sua força, produz-se uma espécie de ruptura que reage dolorosamente sobre a alma.

  • Se a coesão for fraca, a separação torna-se fácil e opera-se sem abalo.

  • Se após a cessação completa da vida orgânica existirem ainda numerosos pontos de contacto entre o corpo e o perispírito, a alma poderá ressentir-se dos efeitos da decomposição do corpo, até que o laço inteiramente se desfaça”2.


Após esses oportunos esclarecimentos sobre os diferentes processos de desencarne, Kardec finaliza dizendo que “daí resulta que o sofrimento, que acompanha a morte, está subordinado à força adesiva que une o corpo ao perispírito; que tudo o que puder atenuar essa força, e acelerar a rapidez do desprendimento, torna a passagem menos penosa; e, finalmente, que, se o desprendimento se operar sem dificuldade, a alma deixará de experimentar qualquer sentimento desagradável”3.

Mas então o que gera essa força “adesiva” que torna o corpo espiritual mais ligado ao corpo carnal e, por conseqüência, mais difícil e penoso o seu desligamento para o Espírito? Kardec mais uma vez vem nos esclarecer quando responde que “o estado moral da alma é a causa principal que influi sobre a maior ou menor facilidade do desligamento. A afinidade entre o corpo e o perispírito está em razão do apego do Espírito à matéria; está em seu máximo no homem cujas preocupações todas se concentram na vida e nos gozos materiais; ela é quase nula naquele cuja alma depurada está identificada por antecipação com a vida espiritual. Uma vez que a lentidão e a dificuldade da separação estão em razão do grau de depuração e de desmaterialização da alma, depende de cada um tornar essa passagem mais ou menos fácil ou penosa, agradável ou dolorosa”4.

Fica agora fácil entender que os fenômenos da morte e do desligamento do Espírito em relação ao corpo (desencarne) ocorrem, de modo geral, em momentos distintos podendo ser essa diferença de tempo em horas, dias, meses e mesmo anos. O que também nos chama a atenção é o fato de depender de cada um tornar esse momento mais fácil e agradável ou mais penoso e doloroso. A vida plenamente material onde se busca tudo que a matéria oferece como gozos e posses é aquela que dará mais dificuldade ao Espírito na hora do desencarne. Aquele que vive conforme a moral do Evangelho, dando importância relativa às coisas materiais, reconhecendo seu valor, mas não vivendo em função disso e principalmente reconhecendo e aceitando os Desígnios Divinos acima de qualquer revolta, esse sim terá uma passagem tranqüila e fácil quando chegar sua hora.

Existe um outro fenômeno que possui relação direta com a moral do indivíduo e que começa a acontecer imediatamente após a morte do corpo, é o fenômeno da perturbação espiritual. Como nos esclarece Kardec a esse respeito “[...] nesse momento a alma sente um entorpecimento que paralisa, momentaneamente, as suas faculdades e neutraliza, pelo menos em parte, as sensações; está, por assim dizer, cataleptizada, de sorte que quase nunca testemunha consciente o último suspiro. [...] A perturbação pode, pois, ser considerada como estado normal no instante da morte; a sua duração é indeterminada; varia de algumas horas a alguns anos. À medida que ela se dissipa, a alma está na situação do homem que sai de um sono profundo; as idéias estão confusas, vagas e incertas; vê-se como através de um nevoeiro; pouco a pouco a visão se ilumina, a memória retorna e ela se reconhece. Mas esse despertar é bem diferente, segundo os indivíduos; nuns é calmo e proporciona uma sensação deliciosa; noutros, é cheio de terror e ansiedade, e produz o efeito de um horrível pesadelo ”5.

Assim fica mais uma vez clara a importância de uma vida reta, onde impere a moral do Evangelho de Jesus e onde cada um se esforce para ser cada dia melhor que no dia anterior. Para fechar a questão trago mais uma citação de Kardec onde ele fecha o assunto com muita clareza e objetividade:

“O último alento quase nunca é doloroso, uma vez que ordinariamente ocorre em momento de inconsciência, mas a alma sofre antes dele a desagregação da matéria, nos estertores da agonia, e, depois, as angústias da perturbação. Demo-nos pressa em afirmar que esse estado não é geral, porquanto a intensidade e duração do sofrimento estão na razão direta da afinidade existente entre corpo e perispírito. Assim, quanto maior for essa afinidade, tanto mais penosos e prolongados serão os esforços da alma para desprender-se. Há pessoas nas quais a coesão é tão fraca que o desprendimento se opera por si mesmo, como que naturalmente; é como se um fruto maduro se desprendesse do seu caule, e é o caso das mortes calmas, de pacífico despertar”6.


Referências:
 
1.                  Kardec, Allan. O céu e o inferno. 2ª parte, cap. 1, item 4.
2.                  Idem. Ibidem, item 5.
3.                  Idem. Ibidem.
4.                  Idem. Ibidem, item 8.
5.                  Idem. Ibidem, item 6.
6.                  Idem. Ibidem, item 7.


terça-feira, 15 de março de 2011

Reencarnação como Lei Biológica (Parte 1)

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Ian Stevenson

A reencarnação é uma das crenças mais antigas da humanidade. Entendida de diversas formas pelas diferentes religiões e seitas, atravessou os tempos e chegou aos dias de hoje, porém sempre tratada como um dogma religioso jamais havia merecido qualquer atenção por parte da Ciência oficial até que alguns cientistas de renome através da observação de fatos intrigantes começaram a investigar o assunto e colocar a reencarnação, senão como uma realidade, ao menos como uma hipótese científica plausível.


Maior expoente das pesquisas científicas sobre a reencarnação, o psiquiatra, professor e Chefe do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Virgínia (EUA) Dr. Ian Stevenson (1918 – 2007) dedicou mais de 30 anos de sua vida à pesquisa de fatos que continham evidências de reencarnação, sobretudo as lembranças que crianças tinham de outras vidas incluindo casos em que havia até mesmo marcas de nascença ligadas a outras existências, normalmente, a causa mortis. Stevenson escreveu uma monografia com dois volumes contendo 2.300 páginas denominada Reincarnation and Biology com 225 casos completos de vários países. Dr. Stevenson adotou todo o critério científico em suas pesquisas o que levou o astrofísico Carl Sagan (1934 – 1996) a dizer que o trabalho de Stevenson era um dos poucos estudos sobre um fenômeno paranormal que merecia ser analisado. Dr. Stevenson também publicou um livro chamado 20 Casos Sugestivos de Reencarnação onde selecionou aqueles casos, dentre os que havia estudado, onde a evidência de reencarnação era mais forte. Publicou também o Livro Where the Reincarnation and Biology Intersect com foco mais aprofundado na questão das marcas de nascença.


Esses casos de lembranças de vidas passadas por crianças normalmente se iniciam assim que a criança começa a falar entre 2 e 4 anos de idade e é comum que comecem a cessar a partir dos 7 anos, mas em alguns casos permanecem por toda a vida. Nesse fenômeno a criança cita fatos, pessoas, lugares e outros dados referentes à sua vida anterior da qual jamais ouvira falar por alguém na vida atual. A maioria das lembranças (58%) são de vidas que terminaram de forma trágica e/ou violenta e é bastante comum, mas não uma regra, que o período entre a morte na vida anterior e o nascimento na vida atual seja curto variando de meses até poucos anos. Em todos os casos são adotadas precauções para certificar-se da ausência de fraude ou qualquer tipo de influência que leve a criança ou adulto a mentir ou adulterar os fatos. Existe ainda casos onde a evidência de reencarnação se torna ainda mais patente, são os casos onde existem correspondência de marcas de nascença com lesões que levaram a personalidade na vida anterior a morrer como, por exemplo, uma marca ou cicatriz no local onde se levou um tiro na vida anterior. Para reforçar essa evidência, das marcas de nascença e lembranças, existem os chamados casos completos onde se pode encontrar referências sobre a vida anterior através de parentes, conhecidos e documentos permitindo um paralelo entre as lembranças da criança com os fatos da vida da personalidade já falecida. Existem também os casos incompletos que são casos onde as informações sobre a personalidade da vida anterior não são encontradas.


No Brasil o Dr. Hernani Guimarães Andrade também realizou pesquisas seguindo o método adotado pelo Dr. Stevenson e publicou o livro Reencarnação no Brasil contendo casos de crianças com memórias de vidas passadas que aconteceram no país. Dr. Hernani manteve um bom relacionamento com o Dr. Stevenson que inclusive veio ao Brasil conhecer alguns casos que lhe foram relatados pelo seu amigo brasileiro.


Tanto o Dr. Stevenson como o Dr. Hernani jamais fecharam a questão sobre os casos de memórias de vidas passadas que estudaram, sempre fizeram questão de deixar os casos abertos a novas interpretações e explicações que a Ciência pudesse lhes dar mantendo assim a postura de investigadores sérios. Para os dois pesquisadores entre algumas possíveis explicações, além da reencarnação, para os citados casos estão:
· Percepção extra-sensorial (não explica as marcas de nascença);
·  Possessão espiritual (não explica as marcas de nascença nem desmente a possibilidade de reencarnação);
·   Criptomnésia da mãe que passaria ao filho (não explica as marcas de nascença e não conta nos casos em que a mãe desconhece completamente a personalidade lembrada);


Como pudemos ver, embora as explicações possíveis possam explicar alguns casos isolados, de um modo geral a reencarnação ainda é a melhor explicação, pois responde a imensa maioria dos casos. Seguindo essa linha de pesquisa podemos ainda citar os trabalhos do Dr. H. N. Banerjee e da pesquisadora Carol Bowman que também possuem publicações sobre casos de lembranças de vidas passadas, especialmente em crianças.


Outra linha de pesquisa que aponta fortemente para a evidência de reencarnação é a questão da TRVP ou Terapia Regressiva de Vidas Passadas. Um dos principais expoentes das pesquisas sobre TRVP é o Dr. Brian Weiss, psiquiatra, professor e presidente emérito do Departamento de Psiquiatria da Mount Sinai Medical Center, em Miami. Os primeiros casos do Dr. Weiss aconteceram por acaso, ele fazia uso da hipnose como terapia para ajudar seus pacientes a se libertarem de traumas acumulados durante a vida e que os atrapalhavam a viver bem. Em um desses casos, narrado no livro Muitas Vidas, Muitos Mestres o Dr. Weiss se depara com um fenômeno inesperado, ele estava tendo dificuldades com uma paciente para encontrar o evento causador de seu trauma, já a tinha feito regredir até sua mais tenra infância, mas os resultados eram pífios até que pediu que ela se voltasse ao evento onde havia se gerado aquele trauma e ela passou a narrar uma outra vida, em outro lugar e em outras circunstâncias e para seu espanto a melhora de sua paciente foi absurda após esse fato. Dr. Weiss aina relutou bastante antes de revelar suas experiências com medo de perder o status que havia conseguido de cientista sério e materialista. No referido livro do autor existem muito mais detalhes sobre esse caso e os aprendizados que ele teve, ressaltando que nem o livro nem o autor são espíritas, assim como também o Dr. Stevenson, o Dr. Banerjee e a senhora Carol Bowman.


Atualmente diversos profissionais fazem uso do método da TRVP no mundo, mas a Doutrina Espírita encara com prudência a aplicação dessa terapêutica que deve ser indicada e aplicada apenas por um profissional especializado e com fins sérios, nunca por mera curiosidade.


A TRVP ainda possui muitos pontos a serem aprofundados e a Ciência oficial ainda está bastante longe de reconhecer-lhe a veracidade, embora a eficácia da técnica como terapia seja bastante relevante.


Com base em tudo que foi exposto podemos entender que, embora a Ciência oficial ainda rejeite qualquer idéia de que a vida não acaba com a morte do corpo e, consequentemente, que podemos retornar a Terra em outros corpos, existem fortes evidências estudadas por cientistas de renome mundial de que sim, nós vivemos após a morte do corpo carnal e podemos voltar ao planeta vestindo um novo corpo para prossegurimos nossa evolução. Assim amigos encerramos a primeira parte do artigo sobre reencarnação esperando que tenhamos nos feito entender quanto ao aspecto científico da reencarnação e nos colocando à disposição para esclarecer qualquer dúvida que esteja dentro da nossa capacidade limitada. Nosso próximo post será a continuação do tema reencarnação, mas dessa vez explicando como a reencarnação é explicada sob a ótica do espiritismo. Gostaria de deixar aqui a indicação de leitura da obra do Dr. Décio Iandoli Jr., citada nas referências, que serviu de base para grande parte deste artigo e que irá enriquecer e muito a todos que tenham o interesse de lê-la e que queiram aprofundar o assunto. Até o próximo encontro, um grande abraço e que Deus abençoe e proteja sempre a todos nós. Assim seja!


Referência: 
1. Iandoli Jr. Decio, A reencarnação como lei biológica. FE. São Paulo, 2005. Ed. 2.
(A obra foi usada em quase todo o texto através de dados e informações, daí o fato de não a tê-la citado em pontos específicos).

Bibliografia Recomendada:
1. Reincarnation and Biology - Ian Stevenson.
2. Where the Reincarnation and Biology Intersect - Ian Stevenson.
3. 20 Casos Sugestivos de Reencarnação - Ian Stevenson.
4. A Reencarnação como Lei Biológica - Décio Iandoli Jr.
5. Reencarnação no Brasil - Hernani Guimarães Andrade.
6. Muitas Vidas, Muitos Mestres - Brian Weiss.
7. Crianças e suas Vidas Passadas - Carol Bowman.
8. Vida Pretérita e Futura - H. N. Banerjee.

Palavras-chave: reencarnação, espiritismo, lei biológica, Ian Stevenson, Decio Iandoli Jr., Hernani Guimarães Andrade, Banerjee, Carol Bowman, Brian Weiss, terapia de vidas passadas, regressão, ciência, marcas de nacsença, lembranças de vidas passadas.



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Visão do Espiritismo sobre o Carnaval


Mais um carnaval se aproxima e com ele suas alegrias e seus inúmeros problemas. Aproveitando a época trago aos amigos uma valiosa reflexão sobre o Carnaval na visão da Doutrina Espírita com o médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco no programa transição. Espero que a reflexão ajude a todos a compreenderem essa data segundo o enfoque do Espiritismo. O vídeo está dividido em três partes. Um abraço, que todos tenham um carnaval de diversão sadia e muita paz.

Ps. Para parar a música que toca no blog e não atrapalhar a visualização do vídeo vá ao player (último item à direita na parte de baixo) e clique no botão que fica na parte de baixo do círculo branco pausando a música.


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Por que Devemos Analisar o que Lemos?




O Espiritismo, até mesmo por seu aspecto triplo (ciência, religião e filosofia), exige um estudo constante de seus adeptos de modo a manter sempre na mente os princípios básicos da Doutrina evitando distorções em seus postulados além de ajudar na interpretação de fatos novos à luz da Doutrina Espírita. Devido à grande projeção que o Espiritismo vem ganhando na mídia e aos altos índices de vendas de livros espíritas não param de surgir novos livros, novas editoras, novos médiuns e espíritos escritores de olho nesse mercado visando apenas ganhos monetários ou pessoais. Além desse aspecto extremamente negativo existe um ainda pior que são as deturpações que estão sendo insinuadas por essas obras pseudo-espíritas que apresentam, além de utilidade e qualidade duvidosas, ensinamentos completamente contrários aos princípios básicos do Espiritismo e que muita gente aceita por falta de estudo e critério. Mesmo após mais de 150 anos de Espiritismo, muitas pessoas ainda cometem erros primários aceitando tudo que os espíritos falam e escrevem sem o mínimo critério de bom senso e introduzindo no movimento espírita práticas e ensinamentos completamente contrários aos codificados por Allan Kardec.


Para analisar as obras ditas espíritas devemos ter em mente alguns conceitos que podem ajudar bastante a clarear a questão. Entre esses conceitos o mais básico e profundo nas conseqüências e que muitas pessoas esquecem ou menosprezam é que, nas palavras de Kardec:
“Uma idéia quase geral entre as pessoas que não conhecem o Espiritismo é crer que os espíritos, somente porque estão livres da matéria, tudo devem saber e possuírem a soberana sabedoria. Aí está um erro grave.
Os espíritos, não sendo senão as almas dos homens, não adquirem a perfeição deixando seu envoltório terrestre.
(...) Como há homens de todos os graus de saber e de ignorância, de bondade e maldade, ocorre o mesmo com os espíritos. Há os que são apenas levianos e traquinas, outros são mentirosos, trapaceiros, hipócritas, maus, vingativos; outros, ao contrário, possuem as mais sublimes virtudes e o saber num grau desconhecido na Terra. Essa diversidade na qualidade dos espíritos é um dos pontos mais importantes a se considerar, porque explica a natureza boa ou má das comunicações que se recebem; é em destingi-las que é preciso, sobretudo, se aplicar.”1


O trecho é bastante claro por si só e só ele já deve fazer com que todos tenham mais critério ao ler um livro dito espírita. Porém as razões para termos mais atenção com as leituras não param por aí, em “O Livro dos Médiuns” capítulo 24, Kardec traz inúmeras considerações feitas sobre a questão da identidade dos espíritos, ponto fundamental e que está em conexão com trecho transcrito anteriormente. Lá vamos encontrar que segundo Kardec essa é umas das questões “mais controvertidas, mesmo entre os adeptos do Espiritismo”2, porém em certos casos ela não é tão importante, como no caso em que a comunicação traga coisas dignas do nome que a assina. O problema reside “quando um espírito, de ordem inferior, se adorna de um nome respeitável para dar crédito às suas palavras”3 caso que o Kardec diz ser muito frequente e complementando ainda a questão Kardec nos diz que “se a identidade absoluta dos espíritos, em muitos casos, é uma questão acessória e sem importância, não ocorre o mesmo com a distinção dos bons e dos maus”4.


Então levantamos a questão: como, nesse caso, julgaremos se um espírito é bom ou mau? Mais uma vez o Codificador vem esclarecer que “julgam-se os espíritos, nós o dissemos, como se julgam os homens, pela sua linguagem”5. E ainda mais adiante fecha a questão nos passando um roteiro que deveríamos tornar um hábito na análise de qualquer livro ou mensagem que se diga espírita: “Submetendo todas as comunicações a um exame escrupuloso, perscrutando e analisando o pensamento e as expressões como se faz quando se trata de julgar uma obra literária, rejeitando sem hesitar tudo o que peca pela lógica e pelo bom senso, tudo que desminta o caráter do espírito admitido a se manifestar (...). Repetimos: esse meio é o único, mas é infalível, porque não há má comunicação que possa resistir a uma crítica rigorosa.”6 Ainda sobre este aspecto o Espírito São Luís esclarece: “(...) há uma recomendação que nunca é demais repetir (...) é a de pesar e amadurecer, é a de submeter ao controle da razão mais severa todas as comunicações que receber; não negligenciar, desde que um ponto vos pareça suspeito, duvidoso ou obscuro (...).”7 O Espírito Erasto também faz um alerta de prudência quanto ao que lemos, principalmente quanto às supostas novidades que tantos livros pretendem trazer, ele nos diz que: “(...) vale mais repelir dez verdades do que admitir uma só mentira, uma só falsa teoria.”8


Passando adiante levantamos outro ponto, se não devemos considerar as comunicações dos espíritos senão antes de uma análise profunda, podemos nos escorar na credibilidade do médium para considerarmos uma obra digna ou não de confiança? Claramente que a moral do médium é um bom indicativo dos espíritos que o assistem, mas isso não é regra e deve-se considerar também se realmente conhecemos a moral do médium e mesmo no quadro mais favorável jamais deve estar o médium, seja quem for, e as comunicações que recebe isentos da análise mais criteriosa possível, pois não existe perfeição na Terra e como dizem os espíritos “o melhor é aquele que, não simpatizando senão com os bons espíritos, foi enganado o menos frequentemente.”9


Aos amigos que queiram exemplos de análises de mensagens que podem e devem ser aplicados aos livros ditos espíritas aconselho a leitura em “O Livro dos Médiuns” do capítulo 31 da Segunda Parte do livro no item denominado de “Comunicações Apócrifas” onde Allan Kardec realiza análise comentada de várias comunicações demonstrando seus erros e o modo que alguns espíritos enganadores insinuam suas mentiras.


Por fim gostaria de deixar mais um alerta feito pelo Codificador sobre a qualidade e a relevância que as mensagens devem ter para serem levadas ao público quando nos diz que “antes de mais, convém dela afastar tudo quanto, sendo de interesse privado, só interessa àquele que lhe concerne; depois, tudo quanto é vulgar no estilo e nas idéias, ou pueril pelo assunto. Uma coisa pode ser excelente em si mesma, muito boa para servir de instrução pessoal, mas o que deve ser entregue ao público exige condições especiais. Infelizmente o homem é propenso a imaginar que tudo o que lhe agrada deve agradar aos outros.”10


Assim meus amigos espero que este humilde trabalho contribua, pouco que seja, para esclarecer quanto ao cuidado que devemos ter ao nos depararmos com obras que se entitulam espíritas. Longe de nós desaprovarmos a leitura dessa ou daquela obra, ou desse ou daquele autor ou médium, mas apenas buscamos alertar quanto à postura ideal para a nálise dessas obras de forma a darmos o justo valor a cada uma.


Que Deus nosso Pai de Justiça e Amor possa nos abençoar sempre e que Jesus nosso modelo e guia jamais deixe de ser nosso objetivo a alcançar e a bússulo a nos orientar. Um abraço a todos.



Referências:
[1] Kardec, Allan. O que é o Espiritismo. IDE. 2008. Pág. 173. Item 9.
[2] _____. O Livro dos Médiuns. IDE. 2003. Segunda Parte. Cap. 24. Ítem 255.
[3] _____, _____. Ítem 256.
[4] _____, _____. Ítem 262.
[5] _____, _____. Ítem 263.
[6] _____, _____. Ítem 266.
[7] _____, _____.
[8] _____, _____. Cap. 20. Ítem 230.
[9] _____, _____. Ítem 226. Questão 9.
[10] _____, Revista Espírita, Maio de 1863. FEB. Pág. 219.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Viver é a Solução, Suicídio Não!



944. Tem o homem o direito de dispor da sua vida?
“Não; só a Deus assiste esse direito. O suicídio voluntário importa numa transgressão desta lei.”1

Sendo a vida uma concessão de Deus, homem nenhum possui o direito de dispor dela, pois somente a Deus cabe determinar quando a vida na Terra de cada um deve terminar. Aquele que opta pelo suicídio está transgredindo a Lei de Deus e para sua primeira decepção não encontra o fim do seu sofrimento, mas pior, os sofrimentos continuam e ainda mais fortes, pois as sensações que o espírito desencarnado sente são ainda mais fortes que quando estava no corpo físico. Só esta decepção já seria suficiente para fazer qualquer desistir da idéia de suicídio, pois o mais comum é que as pessoas pensem erradamente que o suicídio será a solução dos problemas, a fuga que resolverá tudo e não resolve nada, só faz agravar os problemas. Outro fator que deve fazer refletir aquele que alimenta essa feliz idéia é o fato de que o suicida passa, muitas vezes, a reviver no mundo dos espíritos a cena da própria morte ininterruptamente pelo tempo em que ainda teria de vida na Terra, assim alguém que ainda viveria 40 anos poderá passar 40 anos revendo sem parar a cena da morte que impôs a si mesmo. Podemos ainda relatar o fato, comum em espíritos suicidas, que é de assistirem e sentirem a decomposição do próprio corpo devido à ligação com o corpo que não se faz instantaneamente devido ao tempo que ainda teria que viver2.
Aqueles que por acaso incentivaram ou foram coniventes e omissos com o suicídio de alguém também possuem responsabilidade e muito grande, responderão perante as Leis Divinas como homicidas3. Um tipo de suicídio pouco comentado, e mais grave que aquele que tira a própria vida num momento de desespero, é o “suicídio moral”4 praticado por aquele que tem uma vida cheia de vícios que apressarão sua morte como o cigarro, a bebida, as drogas ilícitas em geral e outros, pois aquele que se mata num momento de desespero muitas vezes não pode pensar direito, mas o que se mata aos poucos teve todo tempo do mundo para refletir e mudar e por isso sua responsabilidade é maior.
Deus sendo infinitamente justo julgará cada caso de acordo com as circunstâncias e por isso levará em conta os atenuantes e os agravantes, mas o suicídio será sempre uma transgressão à Sua Lei e por isso passível de reparação. Embora saibamos que Deus sempre deixa uma porta aberta ao arrependimento e à reparação essa será também dolorosa de modo que o espírito aprenda a valorizar a vida que não deu valor, como conseqüência disso renascerá muitas vezes com o corpo lesionado na área que atingiu para se matar, desse modo poderá nascer anencéfalo caso tenha se matado com um tiro na cabeça, com deficiência mental e física caso tenha se atirado de algum lugar alto e assim por diante. Necessário ver que esse nascimento não é um castigo, mas uma reparação dada pela Misericórdia de Deus para que possam reparar seus corpos espirituais e aprenderem o valor da vida.
Para a família e os amigos de alguém que optou pelo suicídio, ainda existe consolo, a Doutrina Espírita nos ensina que eles ainda voltarão a viver, repararão suas faltas e poderão evoluir como todos nós e nós poderemos ajudá-los. A prece também é importante meio de auxílio, pois alivia seus sofrimentos e pode ajudá-los a se arrependerem o que já é um começo para a reparação. Deus olha sempre por Seus filhos e em especial pelos que estão longe Dele e por isso sempre deixa aberta uma oportunidade para a reparação.
Meus amigos espero que essa humilde contribuição possa ajudar a alguém que esteja alimentando essa infeliz idéia de se suicidar, pois caso esse texto ajude a esclarecer uma pessoa que seja já terá cumprido seu papel. Que Deus nos abençoe sempre, ilumine nossos caminhos e nos ajude a compreendermos o verdadeiro valor da vida.

Referências:
1. Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. FEB, 2004. Q.944. (Disponível no link: http://www.febnet.org.br/ba/file/Obras%20B%C3%A1sicas/le.pdf)
2. _____. _____. Q.957 (Comentários).
3. _____. _____. Q.946a.
4. _____. _____. Q.952.


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domingo, 2 de janeiro de 2011

Eutanásia Nunca!




“Quando uma pessoa vê diante de si uma morte inevitável e terrível, é ela culpada por abreviar de alguns instantes seus sofrimentos por uma morte voluntária?
- Sempre se é culpado por não esperar o termo fixado por Deus. Aliás, se está bem certo e que esse termo tenha chegado, apesar das aparências, e que não se pode receber um socorro inesperado no último momento?”. (1)


           Conforme podemos observar nesta questão de O Livro dos Espíritos, os espíritos foram taxativamente contra a prática da eutanásia por ser ela considerada uma rebeldia contra Deus e contra as situações que temos necessidade de vivenciar.
Desde Moisés através dos Dez Mandamentos está explicitamente declarado que não se deve matar, então com que direito pode o ser humano se achar no direito de abreviar a sua vida ou a de outro? A eutanásia praticada com a concordância do paciente é na verdade um suicídio assistido, assim como a eutanásia realizada sem o consentimento do paciente é um assassinato.
Kardec, o “bom senso encarnado” segundo Camille Flammarion, não se deu por satisfeito com resposta à questão 953 de O Livro dos Espíritos e foi mais além perguntando, na questão 953a , se a eutanásia seria lícita em caso de morte certa recebendo dos espíritos a seguinte resposta: “É sempre uma falta de resignação e de submissão ao Criador”(2).
Sendo Deus perfeito em todas as suas qualidades, incluindo , obviamente, a Justiça e o Amor, sabemos que nossos sofrimentos derivam dessa Lei de Justiça e que são conseqüências das escolhas erradas que fizemos nessa ou numa vida anterior, o sofrimento é um dos meios que Deus colocou para nos alertar quanto as conseqüências de nossos abusos e se tivemos a coragem de infringir as Leis Divinas, por que nos sentiríamos no direito de fugir às  suas conseqüências?
Assim o posicionamento a Doutrina Espírita é sempre em favor da vida, levando o esclarecimento sobre nossas ações e suas conseqüências e nos mostrando a justiça que determina os acontecimentos pelos quais temos que passar e saibamos que quando estes acontecimentos nos trazem o sofrimento não é por punição, mas por amor. Desse modo meus amigos jamais pensem na eutanásia como solução, eutanásia nunca!
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Referências:
1. Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. ed. 5. Boa Nova, 2007. Q.953.
2. _____. _____. Q. 953a.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Quem Tem Medo da Morte?

Homem alegre vendo o pôr-do-sol.


Embora seja a única certeza da vida o ser humano jamais conseguiu compreender a morte de forma clara e a incerteza do porvir é mais um fator a gerar inquietação, dúvidas, medo. Ora, só se teme aquilo que se desconhece, logo, assim que passamos a conhecer e compreendemos deixamos de temer. Assim acontece com a morte que para maioria das pessoas ainda inspira medo, até mesmo pavor, mas não passa de algo natural. As religiões têm sua parcela de culpa nesse aspecto, pois não preparam seus adeptos para a morte, nem própria nem dos outros, e ainda os amedronta em relação ao que vêm depois dela, nesse aspecto vejamos o que os espíritos nos dizem:

941 – O receio da morte é para muitas pessoas uma causa de perplexidade; de onde vem esse temor, uma vez que elas têm diante de si o futuro?
- É errado que tenham esse temor; todavia, que queres tu! Se procura as persuadir, em sua juventude, de que há um inferno e um paraíso, mas que é mais certo que elas irão para o inferno, porque lhe dizem que, o que está na Natureza, é um pecado mortal para a alma. Então, quando se tornam grandes, se têm um pouco de julgamento, não podem admitir isso e se tornam atéias ou materialistas; é assim que as levam a crer que, fora da vida presente, não há mais nada. Quanto às que persistiram em suas crenças da infância, elas temem esse fogo eterno que as deve queimar, sem as destruir. (...)1

Para o Espírita a morte não é senão mais uma etapa da vida, a passagem do plano material para o plano espiritual que é nossa verdadeira “casa” e que antes deve ser vista com alegria pelo ser que se liberta, que cumpriu sua missão, ao invés de uma tristeza que o atormenta e que não encontra consolo nas outras doutrinas. Como diz Kardec: “a Doutrina Espírita muda completamente a maneira de encarar o mundo. A vida futura não é mais uma hipótese, mas uma realidade”2. O Espírita que enxerga tudo de mais alto sabe que a morte não é um adeus e sim um até breve, pois todos se reencontrarão no outro plano e antes mesmo disso aquele que fez a viagem primeiro estará acompanhando os que ficaram para atrás até o dia do grande reencontro ajudando-os e fortalecendo-os nessa interconexão ininterrupta entre os dois planos como nos diz Kardec:
(...) Depois, em lugar de estarem perdidos nas profundezas do espaço, eles estão ao nosso redor; o mundo corporal e o mundo espiritual estão em perpétuas relações, e se assistem mutuamente. (...)3

Assim vemos o quanto a Doutrina Espírita nos esclarece sobre a morte e a vida após a morte e esse esclarecimento não se baseia em achismos, mas é “um resultado da observação. (...) o mundo espiritual nos aparece em toda a sua realidade prática; não são os homens que o descobrem pelo esforço de uma concepção engenhosa, mas são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação”4.

Para os amigos que queiram mais amplos conhecimentos sobre o assunto recomendo a leitura de “O Livro dos Espíritos” e "O Céu e o Inferno" de Allan Kardec e “Quem tem medo da morte?” de Richard Simonetti. Um grande abraço a todos e que Deus nos abençoe sempre.
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Referências:
1. Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. ed. 5. Boa Nova, 2007. Q.941.
2. _____. O Céu e o Inferno. ed. 45. IDE, 2006. Cap. 2. P. 22. Item 10.
3. _____. _____.
4. _____. _____.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Chegada ao Mundo Espiritual - A Colheita

Ponte no céu.

Ao perguntar que recepção os espíritos teriam no plano espiritual após o desencarne, Kardec obteve a seguinte resposta: "a do justo, como um irmão bem-amado esperado há longo tempo; a do perverso como um ser que se enganou"[1]. Sendo o Mundo Espiritual a nossa verdadeira casa, é lá também a nossa verdadeira vida e por isso lá percebemos as coisas com outros olhos[2], damos outro valor a todas as coisas e por isso é comum o espírito enxergar que se equivocou e chegar ao arrependimento quando analisa as escolhas que fez durante a vida no corpo físico. Os Espíritos Superiores, que possuem uma noção das coisas muito mais clara que a nossa, não enxergam um espírito que fez o mau como um ser inferior, mas apenas como uma alma doente que se equivocou nas escolhas que fez, mas que Deus não desamparará[3].


Em consonância com Jesus, sabemos que cada um receberá conforme as próprias obras (Mateus, 25:31-46) e que será cobrado mais daquele que mais recebeu (Lucas, 12:47-48), mas graças aos esclarecimentos que recebemos da Doutrina Espírita sabemos que essa cobrança é feita pela própria consciência culpada[4] sem a necessidade de um juiz para apontar os pontos em que o espírito errou, pois esse juiz é a própria consciência que o segue aonde ele for. Em contraste com essa situação como é diferente a situação do justo quando chega ao mundo espiritua, como é feliz o reencontro com aqueles que o precederam[5] sem  carregar nada que lhe recrimine na consciência

Tal análise nos leva a termos a consciência de que depende de nós e só de nós a forma como seremos recebidos no mundo espiritual, na Justiça Divina ninguém pode levar o fardo de ninguém nem receberá as glórias pelo trabalho do outro[6]. Ao espírito que errou resta ainda a possibilidade de reparar seus erros através de um arrependimento pró-ativo e não daquele arrependimento que pensa ganhar o céu apenas com palavras que nada dizem ao coração. Nesse ponto Kardec esclarece oportunamente:
"A necessidade de reparação é um princípio de rigorosa justiça, que se pode considerar como sendo a verdadeira lei de reabilitação moral dos Espíritos. É uma doutrina que nenhuma religião ainda proclamou.
Entretanto, algumas pessoas a repelem, porque achariam mais cômodo poder apagar as suas faltas pelo simples arrependimento, que não custa senão palavras, e com a ajuda de algumas fórmulas; permita-lhes se crerem quites: verão, mais tarde, se isso lhes basta. (...)[7]"
Acredito que Kardec, como sempre, esclareceu muito bem essa questão e espero que esse artigo possa ajudar a quantos tenham ainda dúvidas em relação à Justiça Divina e a chegada dos espíritos no plano espiritual. Assim meus irmãos agradeço pelo carinho e pela atenção e peço-lhes que comentem, façam críticas, tirem dúvidas e façam sugestões, pois a participação de vocês é importantíssima para o crescimento do blog.

Que Jesus abençoe a todos nós hoje e sempre, assim seja!


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Referências:

1. Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. ed. 5. Boa Nova, 2007. Q.287.
2. _____. _____. Q. 241.
3. _____. O Céu e o Inferno. ed. 45. IDE, 2006. Cap. 7. p. 83.
4. _____. O Livro dos Espíritos. ed. 5. Boa Nova, 2007. Q. 965, 970 e 975.
5. _____._____. Q. 289, 290.
6. _____. O Céu e o Inferno. ed. 45. IDE, 2006. Cap. 7. p. 84
7. _____. _____. p. 82 (Nota de rodapé).