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domingo, 3 de junho de 2012

O Aborto de Anencéfalos e o Respeito a Vida



É imprescindível termos sempre em mente que nós somos Espíritos habitando temporariamente corpos  físicos, carnais condizentes com nossas necessidades espirituais. Embora isso possa parecer óbvio para alguns o grande problema consiste na vivência desse conhecimento, pois o mais comum é afirmarmos uma coisa e vivermos de outra forma.

Já imaginou se você precisasse de uma cirurgia para continuar vivendo e quando você fosse entrando na sala de operações a sua família te proibisse de entrar apor achar que iam sofrer muito com sua cirurgia, que você poderia não voltar ou qualquer outro motivo egoísta? O que você pensaria? Pois é bem isso o que ocorre com os Espíritos que nascem em carpos com anencefalia, estão entrando na "cirurgia" da vida necessária para sua saúde como Espírito, o problema consiste em quando os pais e a família entravam esse processo por egoísmo tirando desse Espírito a experiência que lhe é necessária. Pior que isso é saber que os pais, na grande maioria das vezes, possuem alguma ligação e responsabilidade com o que fez esse Espírito chegar a ficar nesse estado o Espírito não está nascendo por eles por simples acaso, mas no momento do apoio, da reparação eles fogem e atrasam algo que pode ser postergado, mas não cancelado, as Leis da vida irão mais hora menos hora cobrar a devida reparação de todos os envolvidos na história.

Abortar, além de um assassinato, é tirar de um espírito a oportunidade de passar pelas situações que sua necessidade espiritual exige, é colocar o egoísmo na frente do bem do próximo e de certa forma de todos os envolvidos e toda vez que agimos contra a Lei Divina estamos nos comprometendo com ela. Pode parecer efêmero para nós que um Espírito venha viver apenas algumas horas, dias ou meses, mas para ele esse tempo é de extrema importância e por isso devemos apoiá-lo enquanto estiver sobre nossos cuidados. Essa vida muitas vezes é a oportunidade de o Espírito ir reajustando seu corpo espiritual (perispírito), muitas vezes atingido em erros pregressos, é como uma cirurgia plástica que lhe permitirá reparar os estragos eitos anteriormente em si mesmo.

Deixo a vocês meus irmãos essas informações para que possam refletir a respeito da importância do direito à vida seja lá em que circunstâncias ela se manifeste. Que Deus nos inspire sempre a sabedoria de respeitarmos a vida e o bem acima de qualquer atitude egoísta.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Quitação

espiritismo, justiça, divina, emmanuel, chico, xavier, família

Todas as contas a resgatar pedem relação direta entre credores e devedores.


É por isso que te vês, freqüentemente, na Terra, diante daqueles a quem deves algo.


No lar ou nas linhas que o margeiam, é fácil reconhecê-los, quando entregas desinteresse e dedicação, recolhendo aspereza e indiferença.


Muitas vezes, trazem nomes queridos no recinto doméstico, e assemelham-se a impassíveis verdugos, apresando-te o coração nas grades do sofrimento.


Em muitos lances da estrada, são amigos a quem te dás, sem reserva, e que te arrastam a dificuldades de longo curso.


Em várias ocasiões, são pessoas das quais enxugaste as lágrimas, situando-as na intimidade da própria vida, e que, de inesperado, te agridem a confiança com as pedras do desapreço.


Noutras circunstâncias, são companheiros de experiência que, de súbito, se transformaram em adversários gratuitos de teu caminho, hostilizando-te, em toda parte.


Entretanto, se defrontado por semelhantes problemas, é indispensável te municies de amor e paciência, tolerância e serenidade, para desfazeres a trama da incompreensão.


Guarda a consciência no dever lealmente cumprido e, haja o que houver, releva os golpes com que te firam, ofertando-lhes o melhor sentimento, a melhor idéia, a melhor palavra e a melhor atitude.


Água cristalina, pingando, gota a gota, converte o vaso de vinagre em vaso de água pura.


E, se depois de todos os teus gestos de fraternidade e benevolência, ainda te perseguem ou te injuriam, abençoa-os em prece e continua, adiante, fiel a ti mesmo, na certeza de que humildade, na hora de crise, é nota de quitação.
_______________________________

Emmanuel através da psicografia de Francisco Cândido Xavier no livro “Justiça Divina” disponível para download no seguinte link: http://virou.gr/jmiefB


quinta-feira, 31 de março de 2011

A Reencarnacao na Visão do Espiritismo (Parte 2)

reencarnacao, espiritismo, doutrina, espirita, justiça, divina, Deus

Caros amigos do Blog 3ª Revelação, é com muita alegria e satisfação que escrevo este artigo sobre um dos temas mais bonitos e palpitantes da Doutrina Espírita. Não tenho a pretensão de encerrar o assunto, que por si só é muito amplo, sem contar com os infinitos desdobramentos do tema, mas espero que ao chegarem ao fim deste artigo consigam compreender como o Espiritismo entende a reencarnação e como esta é inseparável do conceito de Justiça e Amor de Deus.


Antes de entrarmos diretamente no assunto reencarnação acho interessante passar algumas explicações rápidas sobre como o Espiritismo entende Deus. Este também é um assunto muito amplo e será tratado mais pormenorizadamente em outro artigo, mas é de fundamental importância para nossa compreensão entendermos alguns atributos de Deus para compreendermos o motivo de a reencarnação ser a mais perfeita manifestação do amor de Deus para conosco.


Em O Livro dos Espíritos na questão de número um Kardec indaga aos Espíritos Superiores “que é Deus” e recebe como resposta a mais perfeita síntese sobre a divindade: “Inteligência Suprema, causa primeira de todas as coisas”. Deixando de lado uma análise mais profunda da resposta, vamos nos ater à primeira parte quando temos que Deus é a Inteligência Suprema, ou seja, nenhuma outra lhe é, foi, ou será maior, entendendo então que sendo Deus perfeito em tudo, inclusive em inteligência, sua obra não pode falhar. Um erro comum no ser humano é tirar Deus por si, achar que o pensamento de Deus é igual ao seu invertendo assim o ensinamento do Gênesis que diz que Deus nos fez “à sua imagem e semelhança” fazendo então Deus à própria imagem e semelhança.


Olhando nossas sociedades na Terra percebemos o quanto a nossa justiça é falha, o quanto as nossas leis ainda são imperfeitas e, em alguns casos, parciais. Um homem que não se adéqüe à sociedade, descumprindo suas leis, é enviado para um presídio onde pode ou não ser solto após um período de tempo. Alguns se reeducam e mudam de vida, mas muitos não mudam e continuam suas vidas assim até morrerem ou, no caso de alguns países, são condenados à prisão perpétua ou pena de morte. Agora uma pergunta: tudo isso é ou não é uma falha no sistema de reeducação? A justiça condenar uma pessoa à prisão perpétua ou à pena de morte é assinar um atestado de incapacidade do Estado em lidar com essas pessoas, mas será que Deus é assim conosco? Será que sendo Ele perfeito, conseqüentemente Sua obra perfeita ele agiria conosco igual fazem os seres humanos assumindo assim que falhou em sua criação? Isso seria um absurdo, mas é isso que defendem as doutrinas que pregam o céu e o inferno. O inferno seria a prova máxima da imperfeição da criação de Deus, onde Ele jogaria aqueles que não conseguiu educar e por não ter mais recursos se livraria deles. Desnecessário comentar o absurdo de tal doutrina.


Imaginemos agora que nenhuma alma se perde, por mais renitente que seja no mal todas as experiências que vive lhe ajudarão a galgar o caminho da felicidade, do “céu”. Que ela não terá apenas uma vida, mas que terá quantas forem necessárias para sua evolução dependendo apenas dela evoluir mais ou menos rápido como um aluno que no colégio pode repetir ou não de ano e tanto mais se dedique aos estudos, mais rápido sairá de lá enquanto que o aluno que nada quer com estudo repetirá de ano várias vezes até aprender as lições que negligenciou. Verifiquemos, desinteressadamente, qual desses dois sistemas melhor se adéqua à Justiça, à Misericórdia e ao Amor de Deus. Será que Deus sendo perfeito daria apenas uma vida ao ser humano depois o colocando no céu ou se livrando eternamente dele no inferno por falta de capacidade de educá-lo? Ou será que Ele agiria como um Pai de Amor, Justiça e Misericórdia que sempre deixa aberta a possibilidade de arrependimento e mudança, mas exige que cada um avance pelos próprios esforços e méritos?Assim amigos, entendemos o motivo de a reencarnação está de acordo com a mais perfeita justiça, o porquê de Deus ter nos fornecido esse meio de evolução e educação para a alma.


Entrando agora mais diretamente no assunto do artigo, a reencarnação, começo por explicar a palavra. Encarnar significa entrar na carne no sentido de uma alma entrar em um corpo para iniciar a vida, assim reencarnar significa a ação de encarnar de novo, ou seja, voltar à vida na Terra após já ter vivido nela. Algumas religiões entendem que a reencarnação da alma humana pode se dar também em corpos animais, a chamada metempsicose, porém a Doutrina Espírita não corrobora com essa visão, de modo que a alma do homem, segundo o Espiritismo, só pode reencarnar em corpos humanos.


Algumas pessoas já me perguntaram se todas as pessoas reencarnam. Bom, sendo Deus perfeitamente Justo e Amoroso, só o pode ser se for com todos os seus filhos independentemente de raça, classe social ou religião, então a reencarnação foi feita para todos daí ser uma lei biológica, natural como falado no artigo anterior, de modo que todos reencarnam inclusive aqueles que não acreditam em reencarnação.


Uma das grandes utilidades da reencarnação para nós é que não perdemos nunca o aprendizado que juntamos durante toda a vida, daí não fazer sentido a expressão “tarde demais”, pois o aprendizado de uma vida pode ser levado à outra como intuição, idéias inatas, vocação, facilidade de aprendizado e mesmo como conhecimento pronto no caso dos meninos prodígio. Alguns podem objetar que o esquecimento do passado impede isto, mas não é verdade. Se Deus nos faz esquecer o passado é porque lembrá-lo não teria utilidade e também esse esquecimento não é absoluto, como disse anteriormente ainda conservamos as idéias inatas e tendências.


Existe um detalhe curioso quanto à reencarnação que é o fato de freqüentemente reencarnarmos na mesma família e reencontrarmos as mesmas pessoas, porém em papéis diferentes. Um pai pode ser nosso filho, um irmão nosso pai, um grande amigo pode ser nosso irmão e etc. São infinitos os papéis que desempenhamos em nossas vidas por que temos a necessidade de aprendermos tudo daí passarmos pelas mais diversas situações como pobreza e riqueza, nascer em tal ou tal outro país e etc. Interessante ressaltar que podemos nascer em sexos diferentes, então um homem pode renascer como mulher e uma mulher como homem, pois cada sexo tem aprendizados distintos que cabe a todos angariarem no caminho da evolução.


Uma visão equivocada da reencarnação prega que a reencarnação é um castigo e que reencarnamos apenas para pagar erros do passado. Isso é inverter a ordem das coisas. Sim, nós sofremos durante as várias vidas as conseqüências de atos errados cometidos em outras vidas como na mesma, mas isso está longe de ser o objetivo da reencarnação. A reencarnação tem como objetivo proporcionar ao espírito os meios de evoluir daí o sofrimento, ou seja, as conseqüências de atos errados que cometemos não objetivam o sofrimento em si, mas o aprendizado que dele decorre, as experiências que angariamos durante esse sofrimento.



Meus amigos, espero tê-los ajudado a ter uma visão geral sobre como a Doutrina Espírita compreende a reencarnação, peço desculpas pelos erros que posso ter cometido e me reconheço como único responsável por eles. Saibamos que Deus nos concede sempre uma nova oportunidade de crescimento espiritual, mas avançar rápido ou devagar cabe a nós escolher. Lembrem-se que nunca perdemos ninguém, o ente querido que partiu antes de nós pode estar ao nosso lado e um dia com certeza nos encontraremos novamente seja no mundo espiritual, seja em outras encarnações. Um grande abraço a todos e que Deus nos abençoe e proteja sempre e Jesus nos guie e ilumine nossos caminho, assim seja!

Palavras-chave: Reencarnação, Espiritismo, Doutrina Espírita, Encarnação, Deus, Justiça Divina.



sexta-feira, 11 de março de 2011

Partidas Coletivas

espiritismo, mortes, coletivas, tsunami, desastre, terremoto, avião

No cair da tarde chuvosa do dia 17 de julho de 2007, em São Paulo, no Aeroporto de Congonhas, um desastre aéreo abalou a opinião pública e deixou um saldo de duas centenas de mortos.

A comoção atingiu patamares internacionais, vez que, entre os passageiros daquele voo estavam estrangeiros, tanto quanto pelo elevado número de vítimas.

Estima-se seja um dos desastres aéreos com maior número de vítimas.

Logo, começaram a ser transmitidas, junto com o dantesco espetáculo do fogo, das explosões que se sucediam, as cenas de desespero de parentes das vítimas.

Uns gritavam pelos nomes dos que haviam partido, dilacerados de dor. Outros, já clamavam por justiça, invocando direitos e normas não respeitados.

Por fim, um ou outro, abraçava-se, aliviado, ao familiar que deveria estar naquele voo, mas foi desviado para outro, pelos motivos mais diversos.

Depoimentos de quem se zangou por ter perdido o voo e agora, agradecia por não estar nele.

Informações desencontradas, esforço hercúleo de bombeiros para o resgate, trabalho de repórteres, jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos...

Mais uma tragédia que nos leva a indagar: Por que permite Deus tais acontecimentos tão trágicos?

Por que um voo de pouco mais de hora, realizado com sucesso, se transforma numa tragédia na chegada? Na hora do pouso?

Naturalmente, as autoridades competentes levantarão dados e se descobrirá, quem sabe, se a culpa foi da chuva torrencial, da pista do Aeroporto, de problema mecânico, de falha humana...

Mas, a indagação persiste: Por quê?

Por que jovens cheios de sonho tiveram sua vida ceifada desta forma? Por que pessoas que retornavam aos braços de seus amores morrem desta forma?

Por que tudo acontece, assim, sem a derradeira possibilidade de um abraço de despedidas? Por quê?

Se Deus é amor, por que permite tais acontecimentos que destroçam famílias e destroem vidas felizes?

Tudo na Criação é harmonia. Tudo revela uma previdência que não se desmente, nem nas menores, nem nas maiores coisas.

As grandes partidas coletivas estão na pauta da Justiça Divina. Ninguém recebe algo que não deva.

Desta forma, tragédias desse porte reúnem Espíritos que têm comprometimentos para com a Lei Divina.

Recambiados para o Mundo Espiritual, de forma brusca, ressarcem o que devem à Lei.

As famílias que sofrem as dores superlativas estão envolvidas no mesmo processo.

Nada de errado, portanto, se pensarmos na Justiça Divina que a cada um dá segundo as suas obras.

E que, conforme o preceito evangélico, a semeadura é livre, mas a colheita se torna obrigatória.

Contudo, se a Justiça Divina age, também Sua Misericórdia se estende.

E, os que cremos na vida além da vida, temos a certeza de que todos os Espíritos que pereceram no desastre aéreo, receberam apoio espiritual.

Seus anjos de guarda, enviados de Deus, os ampararam no trânsito desta para a vida verdadeira.

Aos que permanecemos na carne, aguardando o nosso momento da partida, cabe-nos orar pelos que se foram. Pelos que ficaram.

Pelos corações de mães destroçados, pelos cônjuges feridos, pelos órfãos, pelos enamorados, pelos amigos, por todos os que sofrem a ausência dos amores.

E, enquanto aguardamos a própria partida, orarmos ainda mesmo por nós, para que, em chegada a hora, estejamos a postos e preparados.

Seja a partida pelos braços da enfermidade, de forma lenta.
Ou de forma repentina, por acidente orgânico, meteorológico ou qualquer outro.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 17, ed. Fep.
Em 03.11.2010.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Mundo Espiritual: Justiça e Características

Imagem do Filme Nosso Lar.
Colônia Nosso Lar - Descrita no Livro de mesmo nome.

Imagem do Filme Nosso Lar.
Umbral - Região de entrada no Mundo Espiritual com áreas de sofrimento como essa, onde espíritos inferiores ficam por sintonia. Ps. Nem Todo Umbral é assim, cada um tem a região de entreda conforme seu nível evolutivo.

 Uma questão que sempre acompanhou a humanidade era a existência ou não de vida após a morte. Todas as religiões falam dela, mas nunca foram além disso e como cada uma a pintava de uma forma diferente criou-se mais dúvida que convicção nas pessoas. Na metade do século XIX essa realidade mudou de forma definitiva, a Doutrina Espírita não só falava dessa outra vida, mas fornecia provas irrecusáveis fornecidas pelos próprios habitantes deste outro mundo: os espíritos. Muitos pensam que a Doutrina Espírita criou os espíritos, a mediunidade e o mundo espiritual, porém enganam-se já que foram os próprios espíritos que vieram falar de sua existência, da possibilidade de conversarem conosco e da vida deles no mundo espiritual. Mas então surge uma questão: como é esse mundo?

Segundo os próprios espíritos o mundo espiritual é o mundo primitivo, é a nossa casa de verdade e isso tem uma importância fundamental. Nós somos espíritos usando corpos humanos e não corpos com um espírito como é comum ouvirmos alguém falar: “meu espírito”. Ora eu sou um espírito, logo não tenho um, o que tenho é um corpo cujo qual utilizo para cumprir minha missão na Terra. Feito esse esclarecimento voltemos ao mundo espiritual. Sendo o mundo primitivo o mundo espiritual é o mundo verdadeiro, é lá onde, como espíritos que somos, nos encontramos em total posse dos conhecimentos, capacidade, defeitos e qualidades que possuímos na realidade, digo na realidade porque na Terra podemos passar imagens falsas sobre quem somos para os outros e até para nós, mas lá não podemos até não querermos ver nossos defeitos, mas eles estão lá e uma hora surgirão pedindo que avancemos para nos melhorarmos.

Sendo o mundo espiritual nossa casa de verdade, como é a vida lá? A vida no mundo espiritual varia ao infinito de acordo com o nível de evolução dos espíritos, suas capacidades, seus interesses e etc. Por exemplo, um espírito de um nível elevado terá ocupações condizentes com sua evolução, então trabalhará sempre em atividades dignas e que tenham por objetivo o bem dele e dos outros. Sim existe trabalho lá e muito mais que na Terra! A obra de Deus jamais se encontra estacionária!
Outro espírito mais inferior também terá ocupações de acordo com seu nível evolutivo e pode desde ficar em casa se intrometendo nos assuntos domésticos (por causa do apego que alimenta) até viver fazendo o mau se for muito inferior, mas estes também se tornarão bons, Deus quer e nenhuma ovelha se perderá!
No Mundo Espiritual existem diversas regiões onde espíritos afins se encontram e entretem os princípios que os une. Os bons vivem em colônias, postos de socorro ou outras regiões superiores onde prevalece o bem, não são perfeitos, mas estão caminhando nessa direção. Os inferiores vivem em regiões de sofrimento ou junto aos familiares, companheiros de vícios e etc.

Os títulos ou as moedas da Terra valem lá? sim, existe uma moeda aceita lá e muito aceita, sua cotação está sempre em alta, é a caridade, mas a caridade verdadeira feita com amor e desinteresse, essa é a única moeda aceita no mundo espiritual, já quanto aos títulos nenhum título terreno possui valor qualquer lá, o maior lá é o que mais serviu aqui, ou seja, que mais foi caridoso para com o próximo amando-o como a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas como nos exemplificou Jesus.

Qual a religião que nos garante um melhor lugar nesse mundo? Pela resposta anterior fica fácil saber a resposta à última questão, é isso mesmo que você está pensando: religião nenhuma garante um bom lugar no mundo dos espíritos, pelo menos não por si só. Não é a religião que nos “salva”, mas nossos bons atos e por isso pessoas de todas as religiões podem conseguir um lugar bom no mundo dos espíritos, Deus colocou ao alcance de todos, até mesmo dos sem religião, mas dentre todas o Espiritismo tem uma diferença, uma vantagem, trazendo o Evangelho de Jesus e nos explicando tudo que ele tinha deixado em aberto o Espiritismo nos dá um guia seguro para nossa conduta moral, ao mesmo tempo que nos traz os depoimentos daqueles que já partiram que nos dizem como está suas vidas no mundo espiritual e a causa de sua felicidade ou infelicidade.

Sendo assim meus irmãos vemos que o Mundo Espiritual é todo um universo de vida, de trabalho, de esforço, de evolução onde vemos transbordar o amor de Deus a todos os seus filhos, inclusive os que perseveram no mal, pois estes também serão bons e Deus, nosso Pai de Amor e Misericórdia, os espera como ao filho pródigo da parábola, mas por ser também um Pai de Justiça espera que eles mesmos tenham a iniciativa de procurá-lO e enquanto isso encontram, no Mundo Espiritual, a colheita do que plantaram e vivem em regiões condizentes com suas tendências. Um grande abraço a todos e que Deus nos abençoe sempre e nos inspire a nos tornarmos cada vez melhor.


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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Quem Tem Medo da Morte?

Homem alegre vendo o pôr-do-sol.


Embora seja a única certeza da vida o ser humano jamais conseguiu compreender a morte de forma clara e a incerteza do porvir é mais um fator a gerar inquietação, dúvidas, medo. Ora, só se teme aquilo que se desconhece, logo, assim que passamos a conhecer e compreendemos deixamos de temer. Assim acontece com a morte que para maioria das pessoas ainda inspira medo, até mesmo pavor, mas não passa de algo natural. As religiões têm sua parcela de culpa nesse aspecto, pois não preparam seus adeptos para a morte, nem própria nem dos outros, e ainda os amedronta em relação ao que vêm depois dela, nesse aspecto vejamos o que os espíritos nos dizem:

941 – O receio da morte é para muitas pessoas uma causa de perplexidade; de onde vem esse temor, uma vez que elas têm diante de si o futuro?
- É errado que tenham esse temor; todavia, que queres tu! Se procura as persuadir, em sua juventude, de que há um inferno e um paraíso, mas que é mais certo que elas irão para o inferno, porque lhe dizem que, o que está na Natureza, é um pecado mortal para a alma. Então, quando se tornam grandes, se têm um pouco de julgamento, não podem admitir isso e se tornam atéias ou materialistas; é assim que as levam a crer que, fora da vida presente, não há mais nada. Quanto às que persistiram em suas crenças da infância, elas temem esse fogo eterno que as deve queimar, sem as destruir. (...)1

Para o Espírita a morte não é senão mais uma etapa da vida, a passagem do plano material para o plano espiritual que é nossa verdadeira “casa” e que antes deve ser vista com alegria pelo ser que se liberta, que cumpriu sua missão, ao invés de uma tristeza que o atormenta e que não encontra consolo nas outras doutrinas. Como diz Kardec: “a Doutrina Espírita muda completamente a maneira de encarar o mundo. A vida futura não é mais uma hipótese, mas uma realidade”2. O Espírita que enxerga tudo de mais alto sabe que a morte não é um adeus e sim um até breve, pois todos se reencontrarão no outro plano e antes mesmo disso aquele que fez a viagem primeiro estará acompanhando os que ficaram para atrás até o dia do grande reencontro ajudando-os e fortalecendo-os nessa interconexão ininterrupta entre os dois planos como nos diz Kardec:
(...) Depois, em lugar de estarem perdidos nas profundezas do espaço, eles estão ao nosso redor; o mundo corporal e o mundo espiritual estão em perpétuas relações, e se assistem mutuamente. (...)3

Assim vemos o quanto a Doutrina Espírita nos esclarece sobre a morte e a vida após a morte e esse esclarecimento não se baseia em achismos, mas é “um resultado da observação. (...) o mundo espiritual nos aparece em toda a sua realidade prática; não são os homens que o descobrem pelo esforço de uma concepção engenhosa, mas são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação”4.

Para os amigos que queiram mais amplos conhecimentos sobre o assunto recomendo a leitura de “O Livro dos Espíritos” e "O Céu e o Inferno" de Allan Kardec e “Quem tem medo da morte?” de Richard Simonetti. Um grande abraço a todos e que Deus nos abençoe sempre.
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Referências:
1. Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. ed. 5. Boa Nova, 2007. Q.941.
2. _____. O Céu e o Inferno. ed. 45. IDE, 2006. Cap. 2. P. 22. Item 10.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ser Espírita, Ser Cristão


Mártires e leões no coliseu de Roma.


Na atualidade convivemos com uma turbulência social e natural muito grande. Na televisão, no rádio e na internet é comum vermos os debates acerca de temas palpitantes, mas que geram mais temor nas pessoas que qualquer outro sentimento. Em uma sociedade que se habituou a ser passiva, a esperar sempre que a solução venha dos outros, e isso ocorre mesmo nas religiões, fica difícil alguma perspectiva de mudança no curto prazo, pois os abalos da vida vêm, mas as pessoas voltam ao comodismo e ao marasmo de antes na enganosa utopia de que os problemas acontecem apenas com os outros.

Nesse contexto a mensagem de Jesus continua cada vez mais atual e necessária as nossas vidas e seu chamado se faz cada vez mais forte à nossa consciência quando nos diz: “vois sois o sal da terra e a luz do mundo” (Mateus 5:13-14). O Cristão nunca deve esquecer que o conhecimento do evangelho não é um artigo egoísta apenas para a própria salvação, mas uma concessão que Deus nos deu para que pudéssemos reparar nossos erros ajudando nossos irmãos. O Espírita, aliás, tem mais obrigações, pois conhece a Lei de Amor e Caridade trazida por Jesus e relembrada e esclarecida pelos Espíritos Superiores e que deve ser nossa bússola, nossa regra de vida para conosco e para com o outro, pois como Jesus disse “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por mim” (João 14:6) e se não se pode chegar a Deus sem a vivência do evangelho, também não se pode chegar à vivência do evangelho sem a caridade para com o próximo.

Necessário se faz então que o Cristão, o Espírita vença essa barreira da inércia que o mantém espiritualmente paralisado e consiga chegar ao outro, ao próximo, que faça a diferença na vida de alguém e se torne assim o sal que tempera a terra e a luz que ilumina as trevas do mundo vivenciando o evangelho que Jesus nos legou a mais de dois mil anos e que até hoje tão pouco conhecemos e menos ainda vivenciamos. Hoje o martírio não mais ocorre nos circos da tirania romana, mas na censura e no desencorajamento de uma sociedade materialista e desumana e nos corações congelados pelo orgulho e o egoísmo que vêem em Deus apenas um fornecedor de bens temporais que olha apenas pelos que o adoram de tal modo em detrimento dos que o adoram de tal outro. O Espírita que conhece melhor que ninguém a Justiça Divina, que a ninguém desampara, sabe da necessidade de vivermos o evangelho em cada ato de nossa vida, sabe que a caridade deve ser sempre a nossa regra de conduta e sabe que depende de nós tornar o mundo um lugar melhor começando dentro de nós e espalhando ao nosso redor como sal da terra e luz do mundo.

Que Jesus abençoe a todos nós e que possa nos inspirar sempre a agirmos conforme a Boa Nova que ele nos trouxe, assim seja!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Chegada ao Mundo Espiritual - A Colheita

Ponte no céu.

Ao perguntar que recepção os espíritos teriam no plano espiritual após o desencarne, Kardec obteve a seguinte resposta: "a do justo, como um irmão bem-amado esperado há longo tempo; a do perverso como um ser que se enganou"[1]. Sendo o Mundo Espiritual a nossa verdadeira casa, é lá também a nossa verdadeira vida e por isso lá percebemos as coisas com outros olhos[2], damos outro valor a todas as coisas e por isso é comum o espírito enxergar que se equivocou e chegar ao arrependimento quando analisa as escolhas que fez durante a vida no corpo físico. Os Espíritos Superiores, que possuem uma noção das coisas muito mais clara que a nossa, não enxergam um espírito que fez o mau como um ser inferior, mas apenas como uma alma doente que se equivocou nas escolhas que fez, mas que Deus não desamparará[3].


Em consonância com Jesus, sabemos que cada um receberá conforme as próprias obras (Mateus, 25:31-46) e que será cobrado mais daquele que mais recebeu (Lucas, 12:47-48), mas graças aos esclarecimentos que recebemos da Doutrina Espírita sabemos que essa cobrança é feita pela própria consciência culpada[4] sem a necessidade de um juiz para apontar os pontos em que o espírito errou, pois esse juiz é a própria consciência que o segue aonde ele for. Em contraste com essa situação como é diferente a situação do justo quando chega ao mundo espiritua, como é feliz o reencontro com aqueles que o precederam[5] sem  carregar nada que lhe recrimine na consciência

Tal análise nos leva a termos a consciência de que depende de nós e só de nós a forma como seremos recebidos no mundo espiritual, na Justiça Divina ninguém pode levar o fardo de ninguém nem receberá as glórias pelo trabalho do outro[6]. Ao espírito que errou resta ainda a possibilidade de reparar seus erros através de um arrependimento pró-ativo e não daquele arrependimento que pensa ganhar o céu apenas com palavras que nada dizem ao coração. Nesse ponto Kardec esclarece oportunamente:
"A necessidade de reparação é um princípio de rigorosa justiça, que se pode considerar como sendo a verdadeira lei de reabilitação moral dos Espíritos. É uma doutrina que nenhuma religião ainda proclamou.
Entretanto, algumas pessoas a repelem, porque achariam mais cômodo poder apagar as suas faltas pelo simples arrependimento, que não custa senão palavras, e com a ajuda de algumas fórmulas; permita-lhes se crerem quites: verão, mais tarde, se isso lhes basta. (...)[7]"
Acredito que Kardec, como sempre, esclareceu muito bem essa questão e espero que esse artigo possa ajudar a quantos tenham ainda dúvidas em relação à Justiça Divina e a chegada dos espíritos no plano espiritual. Assim meus irmãos agradeço pelo carinho e pela atenção e peço-lhes que comentem, façam críticas, tirem dúvidas e façam sugestões, pois a participação de vocês é importantíssima para o crescimento do blog.

Que Jesus abençoe a todos nós hoje e sempre, assim seja!


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Referências:

1. Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. ed. 5. Boa Nova, 2007. Q.287.
2. _____. _____. Q. 241.
3. _____. O Céu e o Inferno. ed. 45. IDE, 2006. Cap. 7. p. 83.
4. _____. O Livro dos Espíritos. ed. 5. Boa Nova, 2007. Q. 965, 970 e 975.
5. _____._____. Q. 289, 290.
6. _____. O Céu e o Inferno. ed. 45. IDE, 2006. Cap. 7. p. 84
7. _____. _____. p. 82 (Nota de rodapé).