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domingo, 3 de junho de 2012

O Aborto de Anencéfalos e o Respeito a Vida



É imprescindível termos sempre em mente que nós somos Espíritos habitando temporariamente corpos  físicos, carnais condizentes com nossas necessidades espirituais. Embora isso possa parecer óbvio para alguns o grande problema consiste na vivência desse conhecimento, pois o mais comum é afirmarmos uma coisa e vivermos de outra forma.

Já imaginou se você precisasse de uma cirurgia para continuar vivendo e quando você fosse entrando na sala de operações a sua família te proibisse de entrar apor achar que iam sofrer muito com sua cirurgia, que você poderia não voltar ou qualquer outro motivo egoísta? O que você pensaria? Pois é bem isso o que ocorre com os Espíritos que nascem em carpos com anencefalia, estão entrando na "cirurgia" da vida necessária para sua saúde como Espírito, o problema consiste em quando os pais e a família entravam esse processo por egoísmo tirando desse Espírito a experiência que lhe é necessária. Pior que isso é saber que os pais, na grande maioria das vezes, possuem alguma ligação e responsabilidade com o que fez esse Espírito chegar a ficar nesse estado o Espírito não está nascendo por eles por simples acaso, mas no momento do apoio, da reparação eles fogem e atrasam algo que pode ser postergado, mas não cancelado, as Leis da vida irão mais hora menos hora cobrar a devida reparação de todos os envolvidos na história.

Abortar, além de um assassinato, é tirar de um espírito a oportunidade de passar pelas situações que sua necessidade espiritual exige, é colocar o egoísmo na frente do bem do próximo e de certa forma de todos os envolvidos e toda vez que agimos contra a Lei Divina estamos nos comprometendo com ela. Pode parecer efêmero para nós que um Espírito venha viver apenas algumas horas, dias ou meses, mas para ele esse tempo é de extrema importância e por isso devemos apoiá-lo enquanto estiver sobre nossos cuidados. Essa vida muitas vezes é a oportunidade de o Espírito ir reajustando seu corpo espiritual (perispírito), muitas vezes atingido em erros pregressos, é como uma cirurgia plástica que lhe permitirá reparar os estragos eitos anteriormente em si mesmo.

Deixo a vocês meus irmãos essas informações para que possam refletir a respeito da importância do direito à vida seja lá em que circunstâncias ela se manifeste. Que Deus nos inspire sempre a sabedoria de respeitarmos a vida e o bem acima de qualquer atitude egoísta.

domingo, 25 de março de 2012

A Salvação de Zaqueu


Salvação, Zaqueu, Arrependimento, Reparação

“Entretanto, Zaqueu, pondo-se diante do Senhor, lhe disse: Senhor, dou a metade dos meus bens aos pobres e, se causei dano a alguém, seja no que for, indenizo-o com quatro tantos. – Ao que Jesus lhe disse: Esta casa recebeu hoje a salvação, porque também este é filho de Abraão; – visto que o Filho do homem veio para procurar e salvar o que estava perdido”. (LUCAS, 19:1 a 10.)

Nos meios religiosos tradicionais a questão da salvação é muito falada, mas pouco compreendida. Pregam fórmulas diversas de alcançá-la, mas essas fórmulas são irracionais e, mesmo na Bíblia, constantemente se encontram passagens que parecem desmenti-las, ou pelo menos, mostrar que não são como as religiões normalmente pregam quando se apegam excessivamente à letra. Mesmo no meio espírita, onde não existe a figura da salvação, pois sabemos que todos os Espíritos chegarão à felicidade e à perfeição, é importante essa questão para entender o que Jesus chamou de salvação e o que ela representa.

A passagem de Zaqueu é extremamente interessante e esclarecedora nesse sentido, pois nela encontramos a questão da salvação em sua forma mais simples e natural, sem rituais, sem fórmulas, apenas a essência. Não vemos nessa passagem a figura do batismo, o “se entregar a Jesus”, nada senão o arrependimento mais sincero possível, que veio sem necessidade de ritos exteriores, mas com o mesmo efeito benéfico. Note-se que o arrependimento não foi infrutífero, não foi apenas o dizer que se arrepende, isso não é arrependimento, mas Zaqueu teve o arrependimento verdadeiro, pois veio junto com o sentimento da necessidade de reparação do mau cometido e mais ainda, pois também lhe incentivou o desapego ao doar parte de seus bens para os pobres.

Zaqueu nos deu em uma passagem a lição do verdadeiro arrependimento, do verdadeiro desapego e da verdadeira salvação, não aquela que vem de graça através de rituais, mas aquela que vem do coração, aquela que muda o rumo de uma vida para bem, que salva o que estava perecendo, aí o sentido de reparação. 


domingo, 29 de janeiro de 2012

Reflexões sobre a caridade

caridade, reflexão, verdadeira, material, moral

Antes de tudo, quero pedir licença aos leitores do Blog 3ª Revelação para nesse assunto colocar uma opinião pessoal minha, por esse motivo o conteúdo deste post é de minha inteira responsabilidade e não reflete, necessariamente, a opinião da Doutrina Espírita.

Penso ser relevante divulgar essa reflexão, pois vejo que é muito comum as pessoas se confundirem sobre o que é caridade e como praticá-la. Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” Allan Kardec define, didaticamente, a caridade em moral e material. A primeira compreende, em resumo, a vivência da moral ensinada por Jesus, ou seja, amar os inimigos, honrar pai e mãe, fazer aos outros o que desejamos que nos seja feito. A caridade material se restringe à beneficência e por isso, como muito bem percebeu Kardec, é a mais fácil de fazer e ainda assim, normalmente, é feita de forma equivocada.

A reflexão que fiz me levou a conclusão, óbvia pra mim, de que toda caridade bem feita, inclusive a chamada caridade material, é antes de tudo caridade moral. Vejamos o motivo: a caridade material, quando feita da forma ideal, é uma consequência inevitável da caridade moral. Podemos colocar um exemplo simples:

Estamos em um restaurante com nossa família e alguém se aproxima e nos pede comida. Se nos colocarmos no lugar dessa pessoa e imaginarmos o que gostaríamos que nos fizessem na mesma situação com certeza isso geraria um sentimento de empatia e piedade que automaticamente nos levaria a dar a ajuda pedida.

Através do exemplo vemos que a caridade moral, quando bem compreendida e feita, leva-nos automaticamente à caridade material, ou seja, o ato ou a ajuda material nada mais é do que uma ação decorrente da caridade moral. A dificuldade da questão está em se fazer a reflexão moral que nos leva a ação, pois o mais comum é darmos a esmola, a comida ou outra coisa apenas com o intuito de nos "livrarmos" da pessoa ou da situação, então nesse caso não existe nem caridade moral nem consequentemente caridade material.

O mesmo princípio nós encontramos na fala de alguns que dizem que como a caridade moral é difícil de fazer eles estão se “exercitando” na material, mas conforme a reflexão que fiz temos das duas uma: ou eles estão fazendo a caridade moral e material juntas e não sabem, ou não estão fazendo nenhuma e ficam se iludindo, pois só existirá verdadeira caridade material quando esta for consequência da caridade moral, já que a caridade moral pode existir sem a caridade material, mas a caridade material sem a caridade moral não é caridade.

Vamos refletir sobre isso? Que tipo de caridade estamos fazendo?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Qualidades da Prece

prece, oração, rezar, jesus, kardec, espiritismo


O ano de 2012 está começando e passado o final de 2011 muita gente ainda faz planos para o ano que se inicia e dentro dos planos inúmeras preces são feitas a Deus para ajudar na realização desses sonhos, mas como podemos medir a qualidade de nossas preces? Estamos pedindo algo útil ou fútil?

Kardec em "O Evangelho Segundo o Espiritismo" dedicou um capítulo inteiro sobre a prece e iniciou este exatamente por um texto chamado "Qualidades da Prece" onde através dos ensinamentos de Jesus Kardec nos mostra quais as principais qualidades da prece.

Jesus nos deixou inúmeros ensinamentos quanto a prece entre eles podemos destacar:

Quando orardes, não vos assemelheis aos hipócritas, que, afetadamente, oram de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas para serem vistos pelos homens. – Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. – Quando quiserdes orar, entrai para o vosso quarto e, fechada a porta, orai a vosso Pai em secreto; e vosso Pai, que vê o que se passa em secreto, vos dará a recompensa. Não cuideis de pedir muito nas vossas preces, como fazem os pagãos, os quais imaginam que pela multiplicidade das palavras é que serão atendidos. Não vós torneis semelhantes a eles, porque vosso Pai sabe do que é que tendes necessidade, antes que lho peçais. (MATEUS, 6:5 a 8.)
Quando vos aprestardes para orar, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, a fim de que vosso Pai, que está nos céus, também vos perdoe os vossos pecados. – Se não perdoardes, vosso Pai, que está nos ceús, também não vos perdoará os pecados. (MARCOS, 11:25 e 26.)
Também disse esta parábola a alguns que punham a sua confiança em si mesmos, como sendo justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu, publicano o outro. – O fariseu, conservando- se de pé, orava assim, consigo mesmo: Meu Deus, rendo-vos graças por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem mesmo como esse publicano. Jejuo duas vezes na semana; dou o dízimo de tudo o que possuo.
O publicano, ao contrário, conservando-se afastado, não ousava, sequer, erguer os olhos ao céu; mas, batia no peito, dizendo: Meu Deus, tem piedade de mim, que sou um pecador. Declaro-vos que este voltou para a sua casa, justificado, e o outro não; porquanto, aquele que se eleva será rebaixado e aquele que se humilha será elevado. (LUCAS, 18:9 a 14.)
Com base nestes ensinamentos Kardec destaca que a prece deve ter as seguintes qualidades:
  • Não se por em evidência ao orar, mas fazer a prece em segredo. Esse ensinamento corrobora com aquele que manda a mão esquerda não saber o que dá a direita;
  • Não achar que por orar muito a prece terá mais efeito, o efeito está na sinceridade do pensamento e não na quantidade ou beleza das palavras;
  • Antes da oração se tiver algo contra alguém perdoe primeiro, pois a prece é mais forte quando parte de um coração puro;
  • Orar com humildade não apenas em relação a Deus mais também ao próximo.
Assim nos ensinou Jesus e nos explicou Kardec, e nós estamos orando direito? Fica a reflexão para o início do ano.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Verdadeira Pureza


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“Não basta se tenham as aparências da pureza; acima de tudo, é preciso ter a do coração”. – Allan Kardec

Em um mundo regido pelo materialismo e a superficialidade não é de espantar que os valores estejam equivocados. Nem mesmo os religiosos, em sua maioria, se importam em cultivar a pureza verdadeira, mas preferem cultivar o exterior adotando máscaras e práticas exteriores que nada têm com a verdadeira pureza.

Como diz Kardec, “a verdadeira pureza não está somente nos atos; está também no pensamento, porquanto aquele que tem puro o coração, nem sequer pensa no mal”. Obviamente não pretendemos aqui pregar um padrão de pureza e perfeição que esteja além da capacidade da humanidade, mas chamar a atenção para o esforço de melhoramento pessoal que cada um deve fazer dentro de sua capacidade.

A verdadeira pureza nada tem com aparências, daí Kardec ter dito que “A pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade”, ou seja, ela é sincera e dispensa máscaras, pois é humilde, já que as aparências são frutos do orgulho. O fingir que esta tudo bem, o sorrir com vontade de chorar, os relacionamentos antipáticos onde socialmente se apresentam fraternos, todas essas situações e muitas outras nos mostram como ainda devemos investir em nosso melhoramento real e não aparente.

“Em tudo o que você fizer, seja sempre humilde, guardando zelosamente a pureza de seu coração e a pureza de seu corpo”. - Padre Pio de Pietrelcina”

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Reflexão sobre o Orgulho e a Parábola do Filho Pródigo

espiritismo, filho, pródigo, orgulho, felicidade, erro


Disse-lhe mais: Certo homem tinha dois filhos. O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres. Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a passar necessidades. Então foi encontrar-se a um dos cidadãos daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada. Caindo, porém, em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados. Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. Disse-lhe o filho: Pai, pequei conta o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. - Lucas 15:11-21

Durante o período da semana santa, em meio a muitas reflexões, me peguei pensando sobre a parábola do filho pródigo de uma forma diferente e focando em um aspecto que passa muitas vezes despercebido para a maioria das pessoas.


Diversas escolhas que fazemos na vida se mostram depois erros enormes, mas condignos com nosso estado de evolução espiritual. Errar é ainda uma constante para nós e por isso uma enorme fonte de aprendizado, mas entre o erro e o aprendizado existem certas etapas que muitas vezes não cumprimos e buscamos pular, isso quando não permanecemos no erro por orgulho.


É nesse ponto em que chamo atenção para a parábola, muitas vezes tomamos caminhos errados inebriados pelas alegrias que esperamos, mas quando o erro se evidencia e nos vemos frente a frente com nossas misérias é difícil lembrarmos de nossa filiação Divina e é aí que podemos passar muito tempo nos contentando com a comida dos porcos que passamos a achar que é o melhor que o mundo pode oferecer ou que é o que nós merecemos por conta da culpa, as vezes por vergonha e orgulho de fazermos o caminho de volta para nós mesmos, encararmos nossos erros e retomarmos parte no banquete da vida que Deus nos reserva.


Faz-se necessário que façamos esse caminho de volta o mais rápido possível, superando o orgulho e a culpa, encarando nossos erros de frente e reconhecendo nossa condição humana ainda falível, mas também nossa condição de filhos de Deus destinados à felicidade que depende apenas de nós alcançar.


Assim meus amigos lembro da importância de após o erro fazermos esse caminho de volta para o banquete da vida, abandonarmos a lavagem dos porcos, reconhecermos o erro aprendendo com ele e voltarmos à vida plena e rica de experiências sem nenhuma culpa, mas mais conscientes de buscarmos sempre fazermos escolhas melhores que nos mantenham no caminho certo que é aquele que seguimos cumprindo as Leis de Deus.


Palavras-chave: filho pródigo, orgulho, erro, culpa, felicidade.


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Trégua de Natal


Era noite de Natal de 1944. O menino e a mãe moravam em uma cabana na Alsácia, perto da fronteira Franco-alemã. O pai fora convocado para o Corpo de Bombeiros da Defesa Civil da cidade, que distava seis quilômetros.
Enviar o filho e a esposa para a floresta lhe tinha parecido uma boa ideia. Acreditou que ambos estariam a salvo.
Então, bateram à porta. A senhora foi abrir. Do lado de fora, como fantasmas contra as árvores cobertas de neve, estavam dois homens de capacetes de aço.
Um deles falou em uma língua estranha. Apontou para um terceiro vulto que jazia na neve.
Rapidamente, a mulher entendeu. Eram soldados americanos. Difícil dizer se eram amigos ou inimigos.
Eles estavam armados e poderiam ter forçado a entrada. No entanto, estavam ali parados, suplicando com os olhos.
Nenhum deles compreendia o alemão. Mas um deles entendia o francês.
A um sinal da mulher, entraram na casa conduzindo o ferido. O filho foi buscar neve para esfregar nos pés azuis de frio de todos eles.
O ferido estava com uma bala na coxa. Havia perdido muito sangue.
Eram três meninos grandes, de barba crescida: Gary, Fred e Mell.
Ema pediu ao filho que fosse buscar Schultz, o galo. Ela o estava guardando para quando o marido voltasse para casa. Talvez no Ano Novo. Mas agora Schultz serviria a um objetivo imediato e urgente.
Dali a pouco o aroma tentador do galo assado invadia a sala.
O menino punha a mesa quando bateram de novo à porta. Esperando encontrar mais americanos, depressa ele foi abrir.
O sangue lhe gelou nas veias. Lá estavam quatro soldados usando fardas muito conhecidas, depois de cinco anos de guerra. Eram alemães.
A pena por abrigar soldados inimigos era crime de alta traição. O garoto ficou parado, gélido, sem reação.
Ema se aproximou. Com calma nascida do pânico, ela desejou Feliz Natal.
Podemos entrar? - Perguntou o cabo alemão. Era o mais velho deles: 23 anos. Os outros tinham somente 16 anos.
Sim. - Falou Ema. E também poderão comer até esvaziar a panela. Mas temos três convidados que vocês poderão não considerar amigos.
Hoje é dia de Natal e não vai haver tiroteio. Coloquem todas as armas sobre a pilha de lenha.
Os quatro ficaram olhando para ela, indecisos.
Nesta noite única, - ela continuou - nesta noite de Natal, vamos esquecer a matança. Afinal de contas, vocês todos poderiam ser meus filhos. Hoje à noite não há inimigos.
Os soldados obedeceram. Entraram.
Os americanos também entregaram as armas, que foram parar em cima da mesma pilha de lenha.
Alemães e americanos se aglomeraram, tensos, na sala apertada.
Sem deixar de sorrir, Ema providenciou lugar para todos se sentarem.
Ela aumentou a ceia com aveia e batatas, um pão de centeio.
Um dos alemães examinou o ferido. A calma foi substituindo a desconfiança.
Com os olhos cheios de lágrimas, Ema pronunciou a oração: Senhor Jesus, Amigo e Mestre, sê nosso hóspede.
Em volta da mesa, havia lágrimas também nos olhos cansados da luta daqueles soldados. Meninos outra vez, uns da América, outros da Alemanha, todos longe dos seus lares.
No dia seguinte, eles tomaram das armas e cada grupo partiu para um rumo diferente, depois de terem se apertado as mãos em despedida.
Então, Ema entrou. Abraçada ao filho, abriu o Evangelho e leu na página da história do Natal, o nascimento de Jesus, a chegada dos magos vindos de longe.
Com o dedo ela acompanhou a última linha: ... E partiram para sua terra por outro caminho.
*   *   *
Estamos vivendo as vésperas do Natal de Jesus.
Proponhamos nosso armistício particular. Isso mesmo. Pensemos em alguém com quem nos tenhamos desentendido, magoado, ferido.
Agora é a hora de estender a mão, de perdoar, de abraçar.
Em nome de um Menino que veio pregar a paz e o amor.
Pensemos nisso! Mas pensemos agora!

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Quatro horas, do livro Remotos cânticos de Belém, de Wallace Leal Rodrigues, ed. O clarim.
Em 21.12.2010.
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Uma bela reflxão para todos nós, que possamos fazer do Natal não apenas o 25 de Dezembro, mas tdos os dias do ano vivendo e convivendo em paz e com amor! Que Deus esteja sempre nos abençoando e Jesus nos guiando, assim seja!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Causas das Aflições

Mulher triste na chuva.
“[...]Se Deus é soberanamente bom e justo, não pode agir por capricho nem com parcialidade. As contrariedades da vida têm, pois, uma causa e, uma vez que Deus é justo, essa causa deve ser justa. [...]”. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 5, item 3)

domingo, 1 de novembro de 2009

O Dia de Finados

Cemitério.

321 – O dia da comemoração dos mortos tem alguma coisa de mais solene para os Espíritos? Eles se preparam para vir visitar os que irão orar sobre seus despojos?
“Os Espíritos atendem ao apelo do pensamento, nesse dia como nos outros dias.”

323 – A visita ao túmulo dá mais satisfação ao Espírito do que uma prece feita em sua intenção?
“A visita ao túmulo é um modo de manifestar que se pensa no Espírito ausente: é a imagem. Já vos disse: é aprece que santifica o ato de lembrar; pouco importa o lugar, se ela é ditada pelo coração.”

(Allan Kardec - O Livro dos Espíritos)

Conforme as respostas dadas a Allan Kardec pelos Espíritos Superiores, podemos entender que não é o ato de irmos ao cemitério visitar os despojos carnais de nossos parentes desencarnados que os faz felizes, mas o pensamento, a lembrança que deles guardamos, e que culturalmente nesse dia nos faz lembrarmos deles ainda mais, é que os regozija.

Uma prece de coração, independente do lugar e horário, tem sobre os Espíritos o mesmo efeito salutar, pois mostra-lhes que ainda pensamos neles com carinho e amor e que lhes desejamos muita paz.

Que ninguém se sinta impedido de ir ao cemitério visitar os despojos carnais de alguém que ama, mas que saiba que mais que qualquer ato exterior o importante é o pensamento e esse não precisa de lugar específico nem dia para se manifestar.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Despertai

Neste amanhecer de novas luzes quando o planeta, em sombras, estertora, a voz de além-túmulo vara distâncias para dizer às criaturas humanas: tende tento!

Despertai, em definitivo para o bem enquanto o tempo urge.

Saí da anestesia da ilusão para os patamares da consciência lúcida.

Até aqui, transitastes por caminhos que ficaram assinalados pelos erros, pelos desvios de conduta, pelos compromissos negativos.

Reabilitai-vos, nesta alvorada, que debilmente vai rompendo a noite.

Estais chamados pelos mensageiros do Senhor para o banquete nupcial; Cuidai da vossa indumentária mental, dos vossos hábitos morais porque não fugireis da própria consciência, que vos permitirá a apresentação no momento azado.

Rogaste aos céus que vos mandasse mensageiros de luz e a Terra recebeu estrelas de imarcescível beleza.

Suplicastes a revelação libertadora e Jesus deu-vos o Consolador.

Errastes muito e anelastes pelas oportunidades de reparar, de auto-iluminar-vos e, renteais com a dor bendizei-a, filhos da alma, deixai de recalcitrar contra o aguilhão, baixai a cerviz enquanto é tempo.

Conscientizai-vos de que Jesus vos espera, desde há muito e este é o vosso momento.

Dizeis muitas vezes que Jesus está longe, na Glória Estelar, e não podeis seguí-lo, cobrindo-lhe as pegadas da Galiléia. Mas Ele mandou-vos intermediários, semelhantes a vós, que palmilharam as mesmas sendas de espinhos e pedregulhos e alcançaram as estrelas.

Erguei-vos, transformando vossas queixas em hinos de gratidão e os vossos lamentos em poemas de alegria.

Não vos permitais errar outra vez; Comprometer-vos, porque, talvez, não haja tempo hábil para novas recuperações.

Os céus descem à Terra.

Nós vos abraçamos para que subais conosco, o monte da sublimação evangélica, e alcanceis as Alturas.

Não vos amendronteis. Não desistais. Só há uma alternativa - avançar.

Vinde, pois, filhos da alma, Jesus vos espera!

Envolvendo-vos na claridade libertadora do Evangelho, abraça-vos o servidor paternal e humílimo de sempre, Bezerra.

Muita paz meus filhos.


Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco ao final da Conferência Pública proferida no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 8 de agosto de 2002.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ponto de vista

Caminho nas montanhas.
Diversas situações costumam nos atingir durante o dia e por vezes nos achamos como que sem chão, sem destino, sem saída. Certo que algumas dessas situações são realmente graves, mas estaremos mesmo sem saída ou apenas olhando a situação de um ponto de vista errado? O que vemos as vezes como um grande obstáculo pode não passar apenas de um meio de crescermos ou de olharmos as coisas com outros olhos de modo a enxergarmos as coisas como realmente são. Kardec nos dá um exemplo disso quando disse que por diversas vezes em situações difíceis se colocava no ponto de vista de espírito imortal e com isso aquela situação parecia, para ele, como menos que um cisco no rastro da eternidade em que vivemos. Mas como é esse ponto de vista de espírito?
É olhar as coisas terrenas como passageiras e necessárias à nossa evolução, é olhar nossos erros como aprendizados que podem e serão reparados, é olhar nossos acertos como pequenos passos que damos rumo ao nosso destino que é a felicidade, é, enfim, vermos que nossos problemas não são nada para quem já viveu muito e viverá por toda a eternidade com a felicidade infinita que nos concede Deus nosso Pai.
Se colocar no ponto de vista certo é ver em vez de problemas desafios, é estar no alto de uma montanha e ver que aquele obstáculo no caminho não é nada em relação à estrada que já percorremos, que percorreremos e à paisagem em nossa volta.
Deus é esse Pai que se encontra no alto da montanha e que quando nos ver querendo fraquejar ante os obstáculos no caminho nos diz "vai meu filho, segue adiante, o caminho é longo, mas também é belo, não vale a pena parar e perder o que já andou nem o que há no porvir apenas por um obstáculo passageiro, use-o para subir e ver a paisagem como poucos a veem e assim conseguirá antever, mesmo que num relance, todas as maravilhas que o caminho guarda para você".



Um forte abraço a todos, que Jesus nos proteja e abençoe e que Deus, nosso Pai, nos fortaleça sempre ante esses problemas para que eles se transformem em plataformas para voos mais altos.